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Desenvolvimento Infantil

Intervenção Precoce no Autismo: Integrando a família

Depois de receber, acolher e conhecer a família, a gente precisa ter em mente quais são as principais orientações ligadas à nossa área de atuação que precisamos que as famílias dos nossos pacientes saibam. 

Primeiro vamos focar no ponto geral: O que toda família que precisa saber aqui nesse início de intervenção?

 Quando pais de primeira viagem geram um filho não recebem um manual, e quando essa criança apresenta atrasos ou um diagnóstico neurológico, como é o caso do autismo, isso os desestabilizam. Eles não sabem o  que precisam fazer, qual a importância de ter uma rotina, de organizar um cantinho para a criança brincar,  de ter horários voltados para estimulação da criança. 

Então dentro da sua área de atuação, o que você deseja que seja de conhecimento geral, que servirá para todos os pais?

Após ter feito isso, que pode ser feito impresso e entregue para as famílias que você atende, você precisará pensar com base na sua atuação, o que você espera oferecer para essa família em específico e quais são as orientações que você acaba de perceber serem necessárias logo após ter realizado a Anamnese.

Veja um exemplo

Se na queixa principal dessa família há birras e comportamentos inadequados, então eu preciso ensinar para a família como lidar, acolher, ensinar e encaminhar essa criança para que ela volte a ter seu comportamento regulado. 

É importante saber que essas orientações começarão a fazer parte dessa rotina familiar e que no segundo atendimento é comum a família relatar que notou melhoras horas no comportamento da criança, além dos primeiros ganhos que essa criança começa a apresentar. Isso só pelas orientações passadas sobre a importância do sentar e brincar, do estruturar os horários mesmo no momento de pandemia, mesmo vivendo um momento atípico.

Crianças com autismo acabam perdendo oportunidades de aprendizado pela falta da interação, da comunicação, da observação. Então essa família precisa entender que eles serão oportunizadores de situações de aprendizados para essas novas habilidades da criança.

Os instrumentos de rastreio do desenvolvimento mostram pra gente as habilidades que a criança não está conseguindo fazer(com base no relato da família. (Porque até aqui a gente só recebeu, ouviu e acolheu a família, suas dores e os relatos da vivência da criança.)

Com base nisso conseguimos entregar para essa família, tudo o que identificamos ser necessário (interação, contato, sorriso, a aceitação da criança para que consigamos nos aproximar e participar da brincadeira, a variação nos sons.) Tudo isso são dicas e orientações importantes para passarmos nesse primeiro momento.

Agora, me conta o que você achou deste conteúdo aqui nos comentários!

Um abraço e até a próxima.

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